Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 15/01/2021
Os avanços tecnológicos advindos da terceira revolução industrial proporcionou o encurtamento das distâncias e,logo, um mundo globalizado, caracterizado pela otimização de fluxos de informação que provocaram inúmeras melhorias e benefícios para a sociedade. No entanto, no cenário brasileiro, o mal uso das tecnologias causou um aumento nos casos de cibercondria, que é o autodiagnóstico através de pesquisas na internet. À vista disso, faz-se necessário analisar as causas e consequências desse problema.
Nesse contexto, é incontestável os desafios que a população dependente do Sistema único de Saúde(SUS) enfrenta devido à precarização, seja pelo longo tempo de espera para conseguir atendimento médico ou a falta de profissionais qualificados. Consequentemente, pesquisar os sintomas na internet com o intuito de obter um diagnóstico parece muito mais atrativo, considerando a rapidez das ferramentas de pesquisa em encontrar doenças que possuem sintomas similares e o grande número de infromações médicas disponíveis na rede. Assim, acaba concluindo que possui uma enfermidade sem qualquer avaliação médica.
Ademais, uma das grandes consequências causadas pela cibercondria é a automedicação. O uso indiscriminado de remédios, muitas vezes, acarreta em danos ao organismo, pois o uso de fármacos sem indicação pode desencadear reações alérgicas ou intoxicação. De acordo com uma pesquisa realizada pelo ICQT (Instituto de Pós-graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico), em 2018, 79% dos brasileiros com mais de 16 anos se automedicam. Logo, evidencia-se não só a porcentagem alarmente de indivíduos que sofrem de hipocondria digital, mas a facilidade de comprar remédios no Brasil sem receita médica.
Sendo assim, urge medidas para combater esse problema. O Estado, por meio do poder legislativo, deve criar uma lei que proiba a venda ou fornecimento de medicamentos sem receita médica e puna quem praticar o ato. Além disso, deve aumentar o investimento no Sistema Único de Saúde(SUS) com a finalidade de oferecer um atendimento melhor e rápido para a população e evitar que recorram a internet. Dessa forma, a cibercondria deixaria de ser um problema no Brasil.