Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 23/05/2020

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, " A internet é muito útil, oferece serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha". De maneira análoga, um fenômeno que se intensificou por meio da web é a cibercondria, caracterizado pela busca de conclusões precipitadas sobre a saúde na internet. Em vista disso, pessoas se automedicam sem prescrição médica, além de corroborar para a eclosão das superbactérias.

Em primeiro plano, de acordo com o sociólogo Karl Marx, " Em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais". Nesse sentido, farmacêuticos vendem medicamentos para indivíduos sem prescrição médica, apenas para alcançar o lucro nos estabelecimentos. Mediante a isso, essas atitudes agravam o quadro da cibercondria, em virtude de cidadãos conseguirem se automedicar por fontes ditas pelo google.

Ademais, outro aspecto ser abordado que poderá ser enfrentado em razão do uso inadequado de remédios, é o surgimento das superbactérias. Nessa perspectiva, o aparecimento desse micro-organismo ocorre por meio de uma mutação que dará condições de resistência ao medicamento. Logo, o remédio não trará eficácia pelo fato da utilização indevida do fármaco posteriormente.

Portanto, em vista dos argumentos apresentados, o Governo juntamente com o Poder legislativo, deve efetuar leis mais rígidas por meio de multas para os estabelecimentos que venderem medicamentos sem prescrição médica. Além disso, o Ministério da Saúde deve advir campanhas para mostrarem os efeitos do uso descabido de remédios no organismo dos indivíduos, ao relacionarem com a manifestação das superbactérias. Dessa maneira, será possível reduzir o cenário de cibercondria no Brasil.