Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/05/2020
Graças ao incremento da Internet, a humanidade promoveu grandes avanços no âmbito informativo. Todavia, as pessoas têm utilizado esse meio para buscar diagnósticos rápidos, o que gera a Cibercondria (ou nosomania). Nesse contexto, é importante entender como a saúde pública impacta nisso, para apontar soluções cabíveis que resolvam esse distúrbio.
Em primeiro lugar, destaca-se, como principal causa dessa doença, a burocracia em se obter informações e/ou ajuda profissional. Nesse cenário, vale ressaltar a música “Sem Saúde” de Gabriel, O Pensador, em que ele critica as enormes filas hospitalares e fala sobre a dificuldade em conseguir assistência médica. Tal realidade abordada remete ao Sistema de Saúde Único (SUS) que, apesar de ser deveras importante, não consegue suprir toda a demanda da população. Some a tudo isso o conforto e a facilidade em fazer pesquisas na Internet. Logo, obtém-se como resultado a hipocondria cibernética, um transtorno compulsivo com a saúde própria.
Como consequência, o indivíduo fica suscetível a desenvolver outros tipos de problemas. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, a automedicação é feita por 77% dos brasileiros. Esse dado é resultado direto dos efeitos da Cibercondria, visto que ela faz o autodiagnóstico errado para, muitas vezes, enfermidades extremas ou terminais, o que motiva a usar remédios sem prescrição que podem causar reações alérgicas graves ou sérios danos colaterais. Além disso, a nosomania possui seus próprios efeitos negativos, como ansiedade, pânico, medo etc.
Portanto, evidencia-se que é de crucial relevância combater essa doença da Era Digital. Para isso, o Ministério da Saúde, órgão responsável por gerenciar o bem-estar da população do Brasil, deve criar um programa de atendimento on-line ministrado por médicos do SUS, por meio da elaboração de um site gratuito e público, para agendamento de consultas e assistência psicológica, de forma a ajudar o povo a tirar algumas dúvidas sobre sua saúde, sem se autodiagnosticar. Dessa forma, a Internet continuará a exercer seu papel informativo de maneira consciente.