Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/06/2020

Um tópico que requer análise sensata e urgente consiste na cibercondria, a doença da era digital. Em se tratando desse assunto, uma abordagem coerente aponta ao autodiagnóstico e à automedicação. Portanto, é necessário abolir gradativamente tais práticas, por intermédio da conscientização do assunto pela sociedade civil.

A princípio, com os avanços do MTCI, os meios de acesso aos conteúdos digitais tornaram-se diversos, e, dentre estes, podemos citar os de cunho sintomatológicos. Diante disso, a internet propiciou espaços de leitura e interpretação de sintomas, gerando autodiagnósticos incoerentes de pessoas não capacitadas a este fim. Por conseguinte, grande parcela da população não procura atendimento especializado, podendo haver agravamento no estado do indivíduo, ou patologias psíquicas devido a ideia da possibilidade de doenças graves. Ademais, a OMS expôs que a saúde não engloba somente o bem-estar físico, mas também o psicológico e social, os quais são impossibilitados pela ação nociva de autointitular-se com enfermidades sem comprovação científica reais.

Além disso, a automedicação também está presente nesta temática, pois há a facilidade de promoção de pesquisas em ambientes virtuais. Entretanto, o que não se leva em consideração é a questão de compostos alergênicos, dosagens e efeitos colaterais, ou seja, a peculiaridade de cada organismo e como este irá reagir, por isso a necessidade de atendimento especializado individual. Somando-se a isso, temos o exagero no consumo de medicação sem acompanhamento médico e, consequentemente, gerando consequências danosas, exemplo destas é a hepatoxicidade, devido aos medicamentos ministrados por via oral serem metabolizados pelo fígado, de maneira geral.

Mudar esse painel é necessário. Isto posto, o Ministério da Saúde em parceria com a Mídia digital e não digital - jornais, revistas impressas e outros -, devem promover ações como feiras, campanhas, rodas de conversas e debates em ambientes tanto escolares, quanto formais e informais, para expor e compartilhar conhecimentos a respeito da cibercondria vinculada ao autodiagnóstico e automedicação, utilizando embasamento teórico de profissionais da área, auxiliados por materiais com comprovações científicas por meio de dados reais dos malefícios à saúde física e psicológica, com o intuito de gerar um maior aprendizado e divulgação acerca do assunto à sociedade civil, além de conscientização à mudança de hábitos e procura especializada.