Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/06/2020

A Cibercondria é uma prática na qual as pessoas buscam informações com muita frequência sobre sintomas e doenças na Internet, levando-as a fazerem um diagnóstico – muitas vezes equivocado – de sua saúde. Esse costume pode trazer graves problemas na saúde do indivíduo, provindos da alienação e automedicação. Sendo assim, evidencia-se a necessidade de combater a Cibercondria.

Em primeiro lugar, de acordo com os ideais de J. Krishnamurti, “Não é sinal de saúde estar adaptado a uma sociedade doente”, em outras palavras, um indivíduo não pode ser considerado sadio se ele se encontra no meio de pessoas enfermas. Na perspectiva da Cibercondria, as pessoas, na tentativa de se manterem saudáveis, acabam prejudicando seus organismos e se tornando apenas mais outras alienadas de um grupo mentalmente e fisicamente doente. Nesse sentido, não é saudável estar alienado a um grupo doentio, de acordo com Krishnamurti, sendo necessárias medidas para reverter esse quadro.

Em segundo lugar, podemos destacar dois problemas vindos da Cibercondria: o psicológico e a automedicação. O primeiro deles consiste na confiança da pessoa em fontes não confiáveis, o que leva ela a, muitas vezes, duvidar de um diagnóstico vindo de um profissional. Além disso, em meio a um emaranhado de informações, a pessoa supervaloriza certos sintomas, deixando de lado outros, talvez essenciais na identificação de uma doença. Já a automedicação, não apenas pode causa a resistência de certas bactérias, como também pode encobrir sinais de doenças mais graves, também podendo intoxicar quem estiver realizando esse procedimento. Todas essas ações podem gerar complicações ou até serem fatais para o indivíduo. Sendo, portanto, necessárias medidas para combater essa situação.

Urge que ações são necessárias para alterar essa conjuntura. Cabe ao Ministério da Saúde essa função, por meio do aumento do número de profissionais nos postos de saúde, com o auxílio das plataformas digitais para conscientizar os usuários sobre a problemática. Vale ressaltar a disponibilização do acompanhamento psicológico para os afetados pela prática, para que eles reconheçam que apenas um profissional da saúde pode diagnosticá-los devidamente. Essas medias, caso feitas em conjunto, podem combater a Cibercondria.