Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 06/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a cibercondria apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ineficiência estatal quanto do avanço da rede mundial. Dessa modo, cabe analisar os fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Considerando o exposto, é fulcral pontuar que o autodiagnostico deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nesse sentido, segundo o pensador Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, tal fato não é verificado no Brasil devido à falta de execução das autoridades, no que tange a melhoria do sistema público de saúde no país. Diante disso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que o advento da internet atua como promotor do impasse. À luz dessa ideia, de acordo com o físico Albert Einstein, chegará um tempo em que a tecnologia superará a interação humana, tornando a população uma geração de idiotas. Dessa forma, devido a praticidade e rapidez do ambiente virtual não será necessário a interação entre médico e paciente. Por conseguinte, a carência dessa relação trará inferências negativas, por exemplo, a automedicação que contribuirá para a permanência desse contratempo.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações a respeito da criação de instituições de saúde. Tal ação deve ser executado por intermédio do Ministério da Saúde com incentivos fiscais para a construção de hospitais comunitários, a fim de atender a população. Com tais medidas, espera-se que a utopia do escritor seja alcançada.