Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 03/07/2020
Cibercondria
A cibercondria consiste, ao pé da letra, na união da era digital e de uma sociedade que se apresenta, em grande parte, hipocondríaca. Ela pode ser um risco para a saúde pública a partir do momento em que se associa também a automedicação, o que a torna portanto, um caso de saúde pública que deve ser discutido amplamente.
Em nosso país, sabe-se que os índices de automedicação tem crescido. Segundo o ICTQ, constata-se que 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem fazer uso de medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica, o que pode ser também associado com o número de pesquisas de sintomas de doenças na internet antes mesmo de se considerar uma consulta médica, que cresceu em 27% segundo o R7. Porém, deve-se ressaltar que a automedicação, uma consequência da cibercondria, traz riscos de saúde ao indivíduo que o faz, podendo ressultar numa doença grave e verdadeira.
Com o objetivo de analisar o crescimento de vendas de remédios em farmácias brasileira, o Estadão divulgou a pesquisa da emprega americana QuintlessIMS, que constatou um aumento de 42% no consumo de remédios, o que prova tanto uma fragilidade na regulamentação acerca da venda de remédios como um aumento de 144 bilhões no lucro da indústria farmacêutica. O que pode, logo, significar que há para a indústria uma vantagem com o acesso a informações e autodiagnósticos: O crescimento econômico.
Conclui-se, portanto, que o Ministério da Saúde deve encarregar-se de conscientizar a população, por meio dos veículos midiáticos, divulgando conteúdos que abordem os reais riscos tanto da automedicação, quanto da pesquisa por diagnósticos no Google. Isto é, elaborar propagandas, vídeos e palestras que informem de forma positiva a sociedade acerca do assunto abordado.