Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 08/06/2020
A série “Black Mirror” explora o intenso uso das tecnologias e os novos comportamentos dos usuários diante dos conteúdos. Semelhante ao cenário fictício, no contexto contemporâneo, há uma alta procura por diagnósticos na internet, excluído a figura do profissional de sáude, o que caracteriza a Cibercondria como um imbróglio. Dessa maneira, o problema se intensifica pelas pesquisas em sites não especializados e pelo mau comportamento do usuário.
Em primeiro lugar, as pesquisas feitas por usuários na internet em programas de busca generalizam os resultados. Segundo médicos da Fiocruz, a população deve fazer pesquisas sobre saúde em sites especializados, como o da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no qual encontram-se matérias e médicos disponíveis para diálogos. Dessa forma, a pesquisa em saúde não é maléfica, mas pode haver múltiplos resultados que pode gerar ansiedade e medo na falta de distinção e interpretação do conteúdo.
Além disso, o comportamento do indivíduo frente ao objeto de pesquisa pode ser negativo. De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, no Brasil, 79% das pessoas admitem tomar medicamento sem prescrição. Logo, para essas pessoas, as pesquisas que geram respostas para tratamentos induzem à prática. Outrossim, a pessoa cibernética desenvolve hábitos obsessivos por melhores práticas de saúde que podem prejudicá-lo, como dietas e exercícios inadequados.
Portanto, medidas são necessárias para contornar o problema. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em parceria com o Ministério da Saúde devem criar cartazes físicos e virtuais para divulgar os sites de saúde especializados e o papel do usuário, com o objetivo de informar a veracidade dos conteúdos e as implicações do comportamento. Assim, poder-se-á diminuir os danos da Cibercondria na sociedade.