Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 14/06/2020
Hodiernamente, vive-se a era digital, em que é possível acessar a internet com facilidade adquirindo uma vastidão de informações sobre variados assuntos.Contudo, a internet nem sempre é uma aliada, visto que problemas como: a automedicação, tornaram-se mais frequentes no cotidiano da população, por meio do aumento de informações com o uso da internet.Dessa forma, o que poderia ser apenas um “probleminha” pode se tornar um “problemão”, pois a Cibercondria é capaz de desenvolver transtornos mentais devido ao aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa na Web.
De fato, o aumento da automedicação devido a buscas de sintomas na internet é um grande problema atual. Dessa forma, observa-se a falta de informação e a facilidade da obtenção de medicamentos sem o uso necessário de receitas médicas.Sob esse viés, a propaganda desenfreada e massiva de determinados medicamentos contrasta com as tímidas campanhas que tentam esclarecer os perigos da automedicação, além do auto custo de se obter uma opinião médica, a falta de regulamentação e fiscalização daqueles que vendem e a falta de programas educativos sobre os efeitos, muitas vezes, irreparáveis da automedicação, são alguns dos motivos que levam as pessoas a utilizarem um medicamento mais próximo. Diante disso, questiona-se o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS) de educar a população sobre a utilização de medicamentos.
Concomitantemente, o desenvolvimento e/ou agravamento de transtornos mentais devido a busca desenfreada por um diagnóstico na internet tornou-se cada vez mais comum na vida do cidadão. Isto posto, é notório salientar que a facilidade de obter-se uma informação a respeito de algum sintoma de doença pode levar a problemas sérios de saúde como a ansiedade, por exemplo. Por conseguinte, a ansiedade sobre a saúde pode escalar a transtornos mentais como: depressão ou ataques de pânico.Entretanto, com o objetivo de facilitar o aprendizado de temas complexos sobre a saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, criou a “Trilha da Saúde e Memória”, um jogo educativo que tem como objetivo orientar sobre o consumo responsável de medicamentos e de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária, além dos riscos da automedicação e da influência da propaganda enganosa, abusiva e errônea.
Portanto, a OMS deve promover a criação de formas de obtenção de informação na internet sobre o uso de medicamentos, por meio do incentivo a centros de pesquisas para a criação de aplicativos educacionais sobre a saúde, além de melhorar os já existentes como a “Trilha de Saúde e Memória”, com o objetivo de facilitar e ampliar a informação sobre o uso correto de medicações.