Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 12/07/2020
O desenvolvimento da tecnologia tornou mais fácil e rápido o acesso a todo tipo de informação.É possível encontrar milhares de resultados para uma mesma pesquisa, inclusive sobre as doenças que acometem o ser humano. Porém, certos indivíduos confundem as conclusões dos sites de busca com o diagnóstico médico. Além disso, até mesmo uma pequena dor no corpo é motivo para desespero e horas online procurando qual seria seu problema. Desse modo, o indivíduo possui a chance de desenvolver a doença chamada cibercondria.
Também batizada nos Estados Unidos como “Dr Google”, a cibercondria é uma síndrome de pesquisa na internet. Na qual a pessoa acredita que possui todas as doenças que lê online. Algumas delas procuram ajuda médica, mas outras preferem fazer o uso da automedicação. Segundo o Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico (ICTQ), o uso de medicamentos sem orientação profissinal é praticado por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Causando, assim, problemas futuros.
Em consequência disso, o indivíduo tende a desenvolver depressão ou ataque de pânico. Ocorre que, na tentativa de informar-se sobre sua doença, ele se depara com centenas de explicações, medicamentos e até mesmo receitas caseiras que podem solucionar o seu problema. O que deixa a pessoa assustada, causando a crise de ansiedade, que pode, assim,avançar para as doenças citadas no início deste parágrafo.
Desse modo, a sociedade avança para um futuro doente. No qual, a enfermidade não se trata de algo físico, mas mental. O termo cibercondria surgiu em 2000, o ano agora é 2020 e pouco se fala sobre essa doença. É necessária a ação do Ministério da saúde, por meio de campanhas e comerciais, deixando clara a seriedade desse mal. Além disso, as longas filas de espera do Sistema Unificado de Saúde (sus) dificultam a procura por um médico, assim, o indivíduo busca o que precisa online.