Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/06/2020
Cibercondria é considerado um distúrbio que envolve um medo excessivo e muitas vezes desnecessário criado pelo próprio indivíduo ao obter uma informação sobre doenças encontradas na Internet, sem ser diagnosticado. Nesse caso, pode ser gerado algo prejudicial na vida dessas pessoas, através da automedicação e a conclusão de que tem uma doença, a qual é gerada a partir de pesquisa na Web sem ter uma explicação de um profissional.
Em primeira instância, a automedicação é um ato simples de ser realizado, através do uso do meio digital a pessoa pode buscar por medicamentos, que mesmo não tendo a certeza que irão resolver ou melhorar a doença e podendo até ter graves consequências, sendo muito fácil buscar , ler a bula e se automedicar. Sendo assim, uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, realizada em 2016, constatou que 72% dos brasileiros tomam remédio por conta própria. Contudo medidas cabíveis devem ser tomadas.
Em segunda instância, a conclusão de que tem uma doença é uma das consequências gerada pela Cibercondria, que pode se tornar algo muito mais sério por causa de informações que podem não serem verdades, encontradas facilmente e de forma rápida pela internet. De acordo com o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” Georgette, empregada na tabacaria, possui um hábito de tomar constantemente alguma medicação para manchas ou inalar algum pó para qualquer perturbação irreal. Dessa maneira, é necessário que providências sejam colocadas em prática parar evitar essas situações.
Desse modo, é de fundamental importância a ajuda do Ministério da Saúde na inserção de psicoeducação no meio escolar, por meio de informativos e palestras. Além disso, é essencial o auxílio da mídia, de ONGs conscientizando e educando a população, respectivamente sobre a relevância de se diagnosticar com profissionais e evitar buscar medicações e ter conclusões de problemas, que muita das vezes não são reais e com isso acabam por se automedicar com remédios, os quais não serão eficazes e que podem afetar mais a saúde, mediante o uso da internet. Portanto, é importante a colaboração de todos para uma sociedade mais consciente e informada sobre os perigos da cibercondria.