Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 23/06/2020
Querido, “Dr. Internet”
Segundo Michel Foucault, filósofo francês, “conhecimento é poder, é imprescindível que a população tenha acesso à verdade”. Desde a revolução tecnológica o acesso a todos os modelos de informações se tornou muito fácil, entretanto, excesso de conhecimento acaba prejudicando a vitalidade, de modo que as pessoas começam a tirar conclusões precipitadas e inadequadas.
Uma das situações mais graves devido ao fácil acesso às informações é a automedicação. O usuário digita seus sintomas na barra de pesquisa e lista incontáveis de diagnósticos, segundo análises do “Dr. Internet”. De acordo com o site estadão, em questões de saúde, o índice de brasileiros que usam a ‘internet’ como primeira fonte de informação se aproxima da taxa de brasilienses que procuram tratamento médico imediatamente. 26% escolheram os mecanismos de busca como a primeira escolha, enquanto 35% optaram por médicos.
Baseando-se nisto, muitos brasileiros ainda não sabem o risco que sofrem, pois, muitas bactérias e vírus se mudam geneticamente no contato com medicamentos não específicos para as mesmas, resultando em doenças super resistentes, além de que, o efeito colateral no organismo ao ingerir remédios sem prescrição média pode ser forte e inesperado.
Em suma, a população tira conclusões precipitadas e incoerentes comprometendo a saúde. Assim sendo, os menores devem ser educados a esse respeito, e conscientizar todos os indivíduos da nação em um programa ministrado por especialistas dos Ministérios da Saúde e da Educação. O Ministério da Saúde também deve desenvolver um site confeccionado por médicos, que contenha informações sobre saúde e tratamento de doenças. Isso é principalmente para incentivar os leitores a marcar consultas, em vez de se autodiagnosticar.