Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 24/06/2020

Cada vez mais a internet se torna algo indispensável na vida dos seres humanos, porém este artifício pode ser utilizado de maneira equivocada, uma porção da população faz o uso da internet ao invés de consultar um profissional da saúde, pesquisando seus sintomas em sites e se automedicando sem prescrição. Isto é chamado pelos especialistas de cibercondria, que é uma alusão ao termo hipocondria, um estado psíquico em que a pessoa se preocupa excessivamente com sua saúde.

Um dos motivos para que a cibercondria seja um problema é o fato de que existem diversas informações infundadas e consequentemente erradas na internet, que causam confusão e que podem, por exemplo, “transformar” uma simples dor na barriga em um câncer e vice-versa.

Conforme estudos realizados pelo ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, em setembro de 2018, a automedicação é praticada por 79% da população, o que é extremamente preocupante já que fazer o uso de um medicamento de maneira incorreta pode levar desde reações alérgicas, dependência ou até a morte. Os riscos mais frequentes para quem está habituado a se automedicar são o perigo de intoxicação e a resistência aos remédios.

Portanto, o Ministério da Saúde juntamente com hospitais privados, poderiam desenvolver sites e aplicativos onde as pessoas possam pesquisar seus sintomas e conseguirem diagnósticos mais confiáveis vindo de profissionais, a fim de solucionar os problemas de cibercondria e automedicação.