Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 25/06/2020

Cibercondria

O termo cibercondria surgiu em 2000 e refere-se a “ansiedade induzida como resultante de buscas online relacionadas à saúde”. Com a presença cada vez mais marcante das tecnologias e com o uso dessas pelos indivíduos cada vez mais frequente, a internet torna-se mais um espaço para se buscar informações sobre doenças. Pelo discurso médico, esse uso das tecnologias acaba por gerar as doenças cibernéticas, as quais ainda se têm pouca explicação. O grande problema são as pessoas que não procuram a ajuda de um profissional ou, quando procuram, preferem acreditar na internet e se automedicar. Também podendo-se tornar uma pessoa hipocondríaca, buscando constantemente por doenças no meio digital. Um estudo feito na Universidade de Baylor, nos EUA, foi um dos primeiros a delinear um retrato mais claro do comportamento que surge, decorrente da evolução dos meios digitais. Como as pessoas ansiosas já apresentam uma maior dificuldade para lidar com temas que ainda lhes são incertos, a pesquisa na internet visa a apaziguar sua ansiedade pessoal, pois sem estas informações, dificilmente essas pessoas conseguiriam “se desligar”. Ocorre que, na tentativa de se informar mais sobre sua doença, se deparam com algumas centenas (ou milhares) de explicações, desenvolvendo ainda mais ansiedade e criando, desta forma, uma verdadeira bola de neve. Outro problema que aumenta expressivamente os níveis de ansiedade destes pacientes é quando descobrem sintomas que são conflitantes (ou seja, quando aparecem em mais de um tipo de doença), gerando ainda mais angústia pessoal. De acordo com o conselho federal de farmácia, a automedicação é feita por cerca de 77% dos brasileiros, e o uso de medicamentos são uma das principais causas de intoxicação no país. Além disso as grandes indústrias farmacêuticas querem vender a todo custo, fazendo propagandas de remédios milagrosos para os mais diversos problemas.

Em virtude dos fatos mencionados, não adianta as pessoas irem ao médico se elas continuarem confiando mais nas pesquisas feitas e se automedicando. Nesse caso, é necessário um acompanhamento psicológico para que a pessoa entenda que, muitos sintomas estão associados a diversas doenças diferente e não necessariamente ela possui essas doenças. Por isso é muito importante que as pessoas consumam medicamentos apenas indicados por profissionais. E para minimizar o problema repercutido, o ministério da saúde deve proporcionar propagandas publicitárias incentivando a procura de médicos quando haver algum sintoma suspeito, e conscientizar os cidadãos do risco para a saúde. Dessa forma. Diminuindo a automedicação e prevenindo efeitos colaterais unidos de medicamentos não autorizados.