Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 02/07/2020
A internet surgiu no final da década de 1960 como um serviço quase que mágico devido aos muitos usos que foram rapidamente atribuídos a ela. É preciso, entretanto que saiba-se reconhecer os limites do quão aceitável é utilizar esta tão fantástica ferramenta para cada área do cotidiano na vida humana. É ideal, por exemplo, utilizar a internet para buscas a respeito da saúde?
Por meio da internet, é muito mais fácil comunicar-se com pessoas a longas - ou curtas - distâncias. Pode-se também encontrar informações a respeito de quase todas as áreas do conhecimento de forma rápida e prática. O problema, é que estes fatos levam muitas pessoas, -principalmente as mais familiarizadas com o meio digital, como jovens - a interpretarem qualquer informação que encontram no Google como verdadeira, o que pode colocá-las em risco de diversas maneiras. A cibercondria se trata de uma doença que vem surgindo em cada vez mais pessoas na era digital.
Tendo seu nome originado da junção do termo “ciber” (que refere-se à modernidade e ao meio digital) com a palavra “hipocondria” (condição na qual uma pessoa acredita ter uma doença sem ter sido devidamente diagnosticada), a cibercondria caracteriza-se pela forma como usuários apressadamente concluem que possuem alguma doença a partir de uma pesquisa na Web pelos sintomas que apresentam ou pela má interpretação de resultados de exames analisados com ajuda de pesquisas na internt. Um exemplo deste comportamento seria o caso de uma pessoa que acreditaria ter um tumor cerebral após sentir muita dor de cabeça.
A cibercondria é uma condição séria e perigosa, que pode levar muitas pessoas à ansiedade e à ingestão de medicamentos que podem até mesmo provocar efeitos colaterais que prejudiquem a saúde das mesmas. O Ministério da Saúde deve preocupar-se em alertar as pessoas sobre os riscos de confiar sua saúde física e mental a meios e pessoas que não sejam especialistas no assunto.