Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/07/2020

A ilustre série americana “Doctor House” mostra, em um de seus epsódios, um paciente que chega ao consutório alegando manifestar uma grave enfermidade, segundo ele, pelo autodiagnóstico na internet. Mediante ao exposto, é possível correlacionar à cibercondria, hábito comum em um mundo que valoriza a facilidade tecnológica, porém que não observa os riscos evidentes. À vista disso há, assim, a priorização do autodiagnóstico digital e o processo de inutilização das instituições médicas.

A internet proporciona uma rapidez e desenvoltura que causa, de fato, um arruinamento quando se trata da priorização do autodiagnóstico digital. Aliás, existe uma facilidade em apenas um clique, saber o resultado do que se vivencia e, consequentemente, a medida a ser tomada. Esse é um costume acometido por incontáveis pessoas, atualmente, traduzindo em um retrocesso na questão da saúde, uma vez que, encaminha a múltiplas ocorrências de uso de medicamentos sem prescrição clínica e análise de dados errôneos, sem o real parecer médico nescessário. acontecido esse, como no epsódio de “Doctor Hause”, em que o paciente é induzido a acreditar que possui uma doença que na verdade nunca teve.

Além disso, outro ponto a ser destacado, é o processo de inutilização das instituições médicas, já que pela falsa solução do problema, a ida ao consultório torna-se obsoleta. Isso pode até comprometer a própria saúde pública, uma vez que possibilidade de proliferação de doenças aumenta, pois não foram tratadas por profissionais especializados, mas sim pelo paciente em si. Essa realidade exprime a essencial alteração, não completa, de consultórios por meios que amparem os pacientes pelo smartphone, como aplicativos de “delivery”, por exemplo, que entregam alimentos sem a necessidade de ir à loja física.

Portanto, percebe-se, que a análise individual dos desdobramentos que a cibercondria pode causar é um passo para o do uso consciente da internet, impedindo assim, diagnósticos próprios ao invés do real laudo médico. outrossim, cabe ao governo federal de cada país investir em estudos para o dessenvolvimento de ferramentas atestados por médicos capacitados para a viabilização de consultas online, evitando assim, interpretações e automedicações incorretas.