Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 03/07/2020

A era do “Dr. Google”

Os meios tecnológicos presentes na sociedade atual trouxeram inúmeros benefícios, dentre eles, está a facilidade e o rápido acesso às informações. Nesse sentido, por meio da Internet é possível encontrar assuntos das mais diversas temáticas, como sites de medicina e saúde. Diante disso, tais textos e descrições são publicados com o objetivo de propagar conhecimentos. Entretanto, várias pessoas usam esses conceitos para se “alto consultar”, podendo chegar a um diagnóstico incorreto e por fim em um tratamento ineficiente, atitudes essas conhecidas atualmente como cibercondria. Com a revolução tecnológica, se tornou muito fácil o acesso a todos os tipos de informações. O excesso de informação acaba prejudicando a saúde, de modo que as pessoas estão se automedicando e se autodiagnosticando através de uma simples pesquisa pela internet.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a cibercondria é um tema que vem sendo bastante debatido no Brasil atualmente, visto que 40% da população brasileira fazem autodiagnósticos médicos pela internet. Esses são dados do Instituto de Ciência Tecnologia de Qualidade (ICTQ), constatado em 2018. É importante considerar também que as informações médicas, prescrevidas pelo google, são equivocadas, onde uma simples dor no estômago vira um câncer. Isso acontece devido a mau uso de informações, onde ir ao médico pode ser substituído por uma busca na internet. Fica evidente, portanto, que o Ministério da Saúde deve elaborar sites desenvolvidos por médicos, que contenham informações sobre saúde e tratamento de doenças .

E que principalmente estimule o leitor a marcar consultas e não se autodiagnosticar. Além disso, de acordo com o físico inglês Isac Newton, “para toda ação existe uma reação”, então, a utilização incorreta de medicamentos, além de não curar definitivamente uma doença, pode causar outras problemáticas, como lesionar o fígado pelo excesso de substâncias químicas. Fica claro, portanto, que as informações contidas nos meios comunicativos são informativas e, em caso de algum sintoma, a melhor opção é procurar um médico para realizar o diagnóstico e o tratamento correto. Diante disso, faz-se necessária a implantação de um projeto dentro de uma ONG, esse trabalho seria feito por meio de visitas em empresas públicas e privadas com palestras informativas da importância de procurar um profissional da saúde ao invés da internet. Nesse sentido, seria possível conscientizar um grande número de pessoas sobre os riscos da Alto medicação e assim minimizar a cibercondria.