Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 02/07/2020

Uma das mentes brilhantes do século XIX, Albert Einstein, expôs que temia o tempo em que a tecnologia ultrapassasse a interação humana, entretanto, o temido tempo chegou. Na era da quarta revolução industrial, esse cenário é indiscutivelmente real e corrobora para problemas sociais. Entretanto, juntamente há isso, verifica-se a aparição de alguns problemas, como a Cibercondria, auto diagnóstico de alguma possível doença. Esta é um dos problemas mais estudados na era digital, que tem como principal função, as pesquisas de problemas relacionados a saúde sem a devida especialização, podendo ocasionar o agravamento de uma doença.

A Cibercondria, tornou-se popular pelo seu diagnóstico rápido, no qual, pode ser realizado em apenas 5 minutos. A problemático do mesmo, é a auto medicação indevida e sem prescrição médica. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ),79% das pessoas com mais de 16 anos tomam remédios sem prescrição especializada. Com isso, torna-se claro o tamanho da nocividade da falsa compreensão da automedicação. Outro male relacionado a Cibercondria é a total confiança no que se é lido, de forma que as pessoas ficam apreensivas em relação as doenças auto diagnosticadas. Além dos diagnósticos absurdos por uma breve pesquisa, podendo ser exemplificada de forma que uma simples dor de cabeça pode ser diagnosticada como câncer pancreático, a gravidade deste assunto muitas vezes não é compreendida pelo usuário em sí, sendo uma tarefa difícil de ser contida.

Portanto, medidas são necessárias para conscientizar e alertar a sociedade sobre os perigos da cibercondria. Inicialmente, é crucial a intervenção do governo por meio dos Ministérios da Saúde e Educação por meio de palestras e seminários que visem alertar os indivíduos acerca dos cuidados e importância da saúde, além disso, da primordialidade de ser tratada com seriedade por um profissional habilitado, e não por uma máquina.

Ademais, é extremamente indispensável a presença dos pais (principalmente de adolescentes) estarem atentos aos indícios de alguma patologia de seus filhos e, quando preciso, levarem os mesmos a um estabelecimento de saúde, para que, com isso, a cultura globalizada não interfira (mais) na saúde dos indivíduos de forma negativa.