Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 03/07/2020
Hipocondria ?
Quando falamos sobre cibercondria, é imprescindível entender que diversas pessoas são afetadas por ela, podendo sugerir que precisamos adotar medidas para o combate desta doença.
Os “cibercondriacos” buscam informações com muita frequência sobre sintomas e doenças na Internet, desde websites médicos a fóruns de relatos de experiências de terceiros sobre determinadas patologias. Muitas vezes, por constatar similaridades entre os seus sintomas e os que encontram no mundo virtual, cometem equívocos ao concluírem, por si só, determinados diagnósticos, o perigo destes comportamentos, com o sentido de substituir orientação médica, leva-os a acreditar em tudo que leem sem checar a credibilidade da fonte, tornando-os mais confusos, amedrontados ou ansiosos. Isto sem falar da automedicação, outra consequência que pode trazer sérios malefícios. Além do mais, a ansiedade provocada pela busca incessante de tais informações, gera mais incertezas no paciente, levando-o a piorar o quadro de cibercondria, num ciclo vicioso.
Mas para tratarmos esta doença é importante que o médico aprenda a lidar com esse tipo de situação, cada vez mais comum em consultórios e hospitais. O primeiro passo para evitar que a cibercondria comprometa o diagnóstico e o tratamento é transmitir as informações com clareza e segurança. Muitas vezes, o paciente pesquisa os sintomas na internet, se autodiagnostica e chega ao consultório apenas buscando uma confirmação daquilo que ele acredita ser o problema. Quando um médico censura o paciente por ter recorrido ao “Dr. Google” na tentativa de realizar um autodiagnóstico, infantiliza a relação e estimula a quebra de confiança.
Na maior parte dos casos, esclarecer sobre vantagens e riscos é muito mais eficaz do que mostrar a sua desaprovação pelo comportamento. Mas se o caso for mais grave talvez seja necessário a ajuda de um profissional psiquiátrico e um acompanhamento com medicação.