Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 03/07/2020

Hoje em dia, a tecnologia tem tomado um grande espaço nas nossas vidas, principalmente quando se trata de relacionamentos, sejam eles sérios ou não.

Os aplicativos mais usados hoje em dia são os de encontro virtual, tendo uma média de 3,8 milhões de usuários, sendo que o número aumentou 81% desde o resultado no segundo trimestre de 2017.

mas oque as pessoas escondem atras de perfis falsos e cheios de mentiras para apenas encher o ego e chamar a atenção de alguém, que por trás de tela, esta fazendo a mesma enganação?

Ultimamente todos tem medo da antiga interação usada para se conhecer, talvez por conta do padrão imposto pela internet de que de alguma forma devemos ser humanos perfeitos, com uma vida perfeita, rodeados de dinheiro e conquistas superficiais.

O lugar da euforia e emoção por conhecer um novo amor é tomado pelo medo de  não ser como seu parceiro ou parceira quer. Então a melhor saída é se esconder atrás de um perfil onde apenas suas melhores fotos são postadas e você pode escrever apenas coisas boas sobre você mesmo.

Nos perguntamos onde foi parar toda a forma de amor clichê de antigamente. Uma simples carta escrita a mão demonstrando e esforço e a simplicidade de mostrar o seu carinho. A ansiedade de saber o rosto do seu amor após meses ou anos de conversa apenas por ligação.

Um lindo exemplo de amor as antigas que dou é do meu pai e minha mãe que ficaram por mais de 5 meses se falando por telefone, sem saber como um ou o outro eram, e quando finalmente se viram foi uma das melhores emoções já sentidas.

Por mais que o amor por meio das telas tenha tomado totalmente conta da nossa rotina, ainda vemos em algum lugar gestos raros de amor real, um amor não virtual, um amor sem cibercondria, um amor de pele e alma, cara a cara, amor.