Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 04/07/2020
A internet surgiu com intuito de facilitar a comunicação entre as bases militares, período em que sucedia a guerra fria. No entanto, com as revoluções, essa ferramenta progrediu significativamente e assumiu diversas funcionalidades no mundo contemporâneo. Porém, o manuseio das novas tecnologias nem sempre é apropriado, visto que a cibercondria é uma consequência dessa inadequação, sobretudo devido à educação escassa e à negligência governamental.
A priori, nota-se que muitos dos indivíduos recorrem aos meios virtuais para o diagnóstico de doenças ou para procurar um medicamento com base nos sintomas. Entretanto, nem todos os resultados são verídicos, podendo causar danos severos à saúde. Com isso, segundo o filósofo Imannuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. De maneira análoga a isso, é possível perceber que a educação digital é imprescindível para que a internet seja utilizada de maneira eficaz.
A posteriori, é importante destacar a falta de infraestrutura adequada para o atendimento de pacientes, que acabam apelando para pesquisas na internet, e a facilidade dos indivíduos de comprarem medicamentos nas drogarias sem uma prescrição médica. Dessa forma, conforme o Conselho Federal de Farmácia, 77% dos brasileiros fazem a automedicação. Sendo assim, percebe-se que a democratização do acesso ao sistema de saúde é essencial.
É indubtavél, portanto, que são fundamentais as medidas para a contenção da hipocondria cibernética. Por conseguinte, urge que o Ministério da Educação introduza nas escolas, por meio de profissionais capacitados em ministrar palestras, o programa “Educação Cibernética”, com o fito de orientar crianças e jovens os equívocos digitais e as consequências ocasionadas pela automedicação. Para que assim, gerações futuras usufruam corretamente das ferramentas tecnológicas.