Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 12/07/2020
Análogo à releitura do mito da “Caverna de Platão” feita pelo escritor José Saramago no documentário “Janelas da Alma”, as pessoas do século tecnológico, diante às inverdades, contentam-se com as informações e não as argumentam. Contudo, diante a praticidade oferecida pela cibernética pode ser prejudicial em diversos aspectos, principalmente na saúde. Assim, com a praticidade de acessar plataformas supostamente confiáveis na internet, problemas como a automedicação e o desenvolvimento da ansiedade, desencadeiam a cibercondria.
Nesse sentido, o documentário americano “Take Your Pills” retrata o anseio pela automedicação entre jovens e adultos para que consigam gerenciar a vida moderna frenética que estão vivendo. Dessa forma, a confiança na internet é um dos meios mais práticos, visto que economizam tempo e são convencidos pelas indústrias farmacêuticas que precisam daquele medicamento, tornando-se dependentes.
Outrossim, a cibercondria desenvolve o medo excessivo diante a sintomas simples, já que pessoas hipocondríacas confiam nos falsos diagnósticos dados pela internet. Logo, a população do século da modernidade, torna-se ansiosa, incapaz e persuadida pelas inverdades coletadas nas plataformas de informação.
Portanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve agir com mais rigor ao permitir a venda de determinados medicamentos sem prescrição médica, por meio de um decreto com a possibilidade de aplicação de multas sobre as indústrias farmacêuticas negligentes. Ademais, o Ministério da Saúde deve prontificar o acesso a mais médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) para que as pessoas compreendam a urgência de uma consulta médica de qualidade. Como efeito social, pessoas cibercondríacas terão uma visão mais clara sobre os efeitos da automedicação, libertando-se do medo excessivo e, consequentemente, da caverna escura.