Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/07/2020
Ao longo dos anos, a tecnologia desenvolveu-se rapidamente. Desse modo a população adquiriu maior acesso à informações na internet. A cibercondria é uma enfermidade a qual se trata de pessoas que fazem pesquisas na web e acabam se automedicando sem se consultar com um profissional da saúde.
Com a disponibilidade dada, é fácil encontrar dados falsos sobre doenças, apontados com base apenas em senso comum e imaginação, sem conhecimento técnico. Dentro disso, podem ser receitados remédios ou “coquetéis milagrosos”, que desinformados acabam ingerindo e assim agravam o seu estado inicial. Também há o caso em que é encontrado materiais verídicos, porém é algo mais grave que o próprio problema, assim gerando um surto de estresse. Por esse motivo precisa-se de um acompanhamento profissional, pois há muitos sintomas parecidos para diversas enfermidades.
Essas consultas virtuais levam a população à automedicação imprópria e a diferença de busca por doutores. De acordo com o ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), cerca de 79% dos brasileiros maiores de 16 anos compram remédios sem prescrição médica, e na faixa etária de 25 a 34 anos, chega aos 91%. As consultas médicas possuem maior demanda sem necessidade ou evitadas, sendo que isto é problemático na mesma intensidade. O estresse causado por preocupação demasiada, originado pelas buscas, faz com que seu caso piore e também adquira outros novos.
Portanto, para diminuir os casos de cibercondria, é necessário que a população seja conscientizada sobre a mesma. O Ministério da Saúde poderia promover campanhas de conscientização em diversas plataformas, por exemplo canais de televisão aberta e websites, bem como em hospitais, com panfletos e cartazes à disposição da sociedade. É relevante que parem de pensar que a busca por sintomatologia sem base especializada é algo prejudicial à quem possui este mal.