Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 29/07/2020
É indubitável que os meios tecnológicos presentes na contemporaneidade trouxeram inúmeros benefícios, dentre eles, está a facilidade e o rápido acesso a diversas informações, entre elas sites de medicina e saúde. Ademais, nem todas as pessoas utilizam esses recursos como forma de propagar informação, e sim, acabam utilizando para se “alto-consultar” podendo chegar a um diagnostico incorreto, desencadear outros problemas e por fim fazer um tratamento ineficiente, atitudes essas conhecidas atualmente como cibercondria.
As principais causas para o acontecimento desse entrave, são o fácil acesso às informações e medicamentos. Dessa forma, através de sites, nem tudo pode ser totalmente confiavel. Causando malefícios para aquele que procura um diagnostico rápido e de fácil acesso. Segundo o portal Minha Vida que elaborou uma pesquisa, em que houve 4 mil participantes envolvidos, 80% dos entrevistados buscam informações antes e até depois de uma consulta médica. É inegável que o “Dr. Google” é o mais popular entre os indivíduos, a título de exemplo, verificar os exames por conta própria e concluir que está tudo normal ou até mesmo seguir tratamento alternativo, como uso de receitas caseiras acarretando em uma piora no caso.
Tendo em vista os fatos elencados, as consequências da cibercondria são muito presentes, podendo acarretar outros problemas, como a ansiedade, por exemplo, que pode ser desenvolvida através da angustia dos pacientes em acreditar que o seu problema pode ser muito mias grave do que o esperado, segundo as informações dada pela internet. Causando assim, uma grande histeria, quase sempre desnecessária, já que o diagnostico não é cem porcento confiável e nem sempre vem de um profissional da saúde.
Portanto medidas são necessárias para solucionar o problema, é de suma importância a intervenção governamental em conjunto com os Ministérios da Saúde e da Educação, inserindo o Projeto Saúde em escolas e ambientes públicos, promovendo debates e palestras, levando os conhecimentos dos perigos de se automedicarem. Ademais a necessidade de combater sites não seguros por propagar informações duvidosas. Espera-se assim que os problemas envolvendo a cibercondria diminua, promovendo a saúde e o bem estar social.