Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 31/07/2020
A cibercondria ou hipocondria digital é um termo que surgiu em 2000 e refere-se à ansiedade induzida devido ao resultado de buscas virtuais relacionada à saúde, ou seja, é um psicopatologia ligada ao espaço cibernético no qual os indivíduos encontram possíveis diagnósticos baseados nos sintomas existentes. Nesse sentido, é necessário debater sobre essa doença da era tecnológica, que possui como uma de suas causas a precaridade do sistema de saúde público aliado à planos com preços não acessíveis em hospitais particulares.
Convém analisar, inicialmente, que de acordo com o Conselho Federal De Farmácia, a automedicação é feita por cerca de 77% dos brasileiros. Sob esse aspecto, os custos hospitalares particulares geralmente não são acessíveis à classes em situações mais vulneráveis visto que os exames possuem preços altos, além disso, no sistema de saúde pública os atendimento demoram mais que o normal devido à longa fila de espera que faz com os cidadãos se mediquem a fim de atenuar os sintomas. Nessa lógica, pode-se afirmar que a falta de prescrições médicas para adquirir remédios recomendados por profissionais da área da saúde está relacionada à cibercondria, ou seja, pesquisas onlines permitem ao sujeito descobrir os prognósticos, e obter bulas virtuais com recomendações indicadas para enfermidades de modo que seja realizada a automedicação para ter cura rapidamente.
Outrossim, segundo a teoria da seleção natural desenvolvida pelo naturalista Charles Darwin, organismos mais bem adaptados ao meio tendem a ter maiores chances de sobrevivência deixando um maior números de descendentes. Em outras palavras, uso errôneo de antibióticos, por exemplo, podem acarretar no maior desenvolvimento de especies no organismos de maneira que ele se torna resistente aos remédios. Somado a isso, o uso demasiado de substâncias sem auxilio médico na maioria das vezes resultam em efeitos colaterais no organismo e desencadeiam novas doenças causadas pelo tratamento, visto que os remédios afetam os órgãos internos podendo causar, inclusive, dependência.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para reduzir a cibercondria. Logo cabe às prefeituras locais disponibilizar nos bairros mais carentes um atendimento médico voltado à atender e diagnosticar os moradores por meio de feiras comunitárias mensais com médicos e profissionais da área da saúde para tratar as enfermidades a fim de que esses indivíduos se automediquem e causem mais riscos na saúde. Ademais, é dever da Mídia conscientizar os cidadãos sobre os efeitos de tomar medicação sem prescrição ou receita por intermédio de anúncios e propagandas que encenem e retratem sobre a importância de realizar consultas e exames para obter o diagnostico correto em caso de suspeita de alguma enfermidade com intuito de reduzir a cibercondria e trata-lá quando necessário.