Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/08/2020

A cibercondria é derivado da hipocondria, já que ambos tratam da sensibilidade do sistema nervoso levando-o o indivíduo à compulsão em pesquisar por sintomas de doenças, ocasionado então, ingestão de medicamentos sem prescrição médica. Com isso, é notório que essa problemática atual tornou-se preocupante, haja vista que impede a efetivação do bem-estar social. Assim, é preciso analisar como a ansiedade e consultas virtuais contribuem para a persistência desse problema na sociedade.

O índice de brasileiros que buscam o Google como primeira fonte de informação em casos de problemas de saúde já chega próximo ao dos que buscam imediatamente um médico. São 26% que têm o mecanismo de busca como primeira opção, diante de 35% que recorrem a um médico. “Mais de 70% da população brasileira não tem plano de saúde, a maioria não tem acesso a dentista, mas essa população é sedenta por informação. A internet acaba sendo um dos únicos recursos para as classes C, D e E”, afirma Fabiana Kawahara, gerente de Insights e Analytics do Google Brasil. De fato, enquanto apenas 25% dos brasileiros têm plano de saúde, cerca de 70% estão conectados à internet.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), deveria investir em tecnologias, desenvolver uma plataforma para que os médicos consigam atender uma maior demanda de pacientes via internet, facilitando o acesso de todos a saúde e, quando houver situações mais graves, o próprio médico pode encaminhar o paciente ao hospital para receber o seu atendimento e realizar exames. Ademais, caso a OMS opte por mais atendimentos pela internet, como resultado, o SUS conseguiria fornecer um melhor atendimento, visto que situações mais simples seriam resolvidas e somente atenderiam pessoas em situações mais graves, fornecendo um serviço de qualidade e democrático.