Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 10/08/2020
Cibercondria: a doença da era digital
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos indivíduos direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto a prática deturpa a teoria, uma vez que se observa a cibercondria presente na sociedade, uma doença ligada ao espaço cibernético, na qual indivíduos se consultam através da internet ao invés de procurar um profissional de saúde, e tendem a acreditar que possuem doenças, porém muitas dessas informações adquiridas no meio digital não são seguras e confiáveis. Nesse contexto, cabe avaliarmos os fatores que contribuem para tal contexto.
A internet é um ótimo meio de comunicação e uma importante ferramenta, porém a busca por informações sobre doenças tem se tornado cada vez mais comum. A partir dos sintomas as pessoas buscam informações pela internet e optam por diagnósticos em sites e redes sociais, que muitas vezes não são fontes confiáveis e acabam acreditando que apresentam uma doenças que muita vezes que não são comprovadas e diagnosticadas por meio de um profissional da saúde qualificado. Segundo um estudo feito pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade apontou que 40,9% dos brasileiros fazem autodiagnóstico pela internet, com esse diagnostico muitos acabam se automedicando sem possuir doenças e agravando o seu quadro de saúde.
Ademais, a venda ilegal de medicamentos é um intensificador do problema ela contribui para que indivíduos com cibercondria comprem remédios com mais facilidade e se automediquem visto que não possuem receita médica, muitas vezes se medicam sem necessidade. Segundo dados da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), três cidadãos são afetados por hora pelo consumo indevido ou excessivo de medicamentos, dessa forma gerando outros problemas de saúde, além da cibercondria, como a dependência de remédios, reações alérgicas e até a morte. Nessa perspectiva, é notável que uma maior fiscalização da venda de medicamentos pode melhorar a situação.
É evidente por tanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Contudo, cabe ao governo promover leis que proíbam e fiscalizem a venda ilegal de medicamentos, além disso o apoio da mídia proporcionando propagandas informativas sobre os perigos da autodiagnosticamento pela internet e da automedicação sem prescrição médica. dessa forma será possível que o número de pessoas com cibercondria diminua