Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 10/08/2020
O desenvolvimento da tecnologia durante a Guerra Fria foi um dos maiores marcos históricos do mundo, dando entrada à uma série de mudanças na sociedade e passando a ser uma ferramenta essencial no cotidiano de inúmeras pessoas. Porém, uma série de problemas foram ocasionados por essas inovações, que colocam em risco a saúde física e psicológica dos usuários a partir do fácil acesso à informações. Um exemplo é a Cibercondria, uma doença caracterizada pela angústia de possuir algum tipo de doença, e por isso a pessoa busca a internet como forma de se autodiagnosticar, se tornando, então, uma problemática a ser resolvida.
Inicialmente, é importante pontuar o perigo do uso de sites como forma de diagnóstico, uma vez que a maioria deles não são confiáveis. Embora seja um fácil acesso à informações e diminua a ansiedade pessoal, a internet disponibiliza uma série de informações sobre inúmeras doenças e tratamentos, e os usuários buscam esses dados como forma confiável e concreta de resolver algum problema de saúde. Esse ato se torna um obstáculo a partir do momento em que o indivíduo prefere acreditar nos sites e não procura ajuda médica, ocasionando problemas ainda maiores.
Além disso, a automedicação é a maior consequência, visto que piora as condições de saúde e quebra o vínculo entre o paciente e o profissional da saúde. Segundo o Conselho Federal da Farmácia, estima-se que 77% dos brasileiros se automedicam e 91% das pessoas entre 25 e 34 anos tomam remédios sem prescrição médica, sem antes ter contato com um médico e muitas vezes o farmaceutico não passa as devidas orientações.
Em virtude dos fatos mencionados, soluções precisam ser elaboradas para resolver tal problemética. A partir do Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Psicologia, seria feita a viabilização de psicólogos profissionais em consultórios médicos, para que guiassem os pacientes aos caminhos de combater o estresse e ansiedade. Além disso, fazer a fiscalização de farmácias e drogarias, para conter o acesso de medicamentos sem prescrição médica.