Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/08/2020
O avanço tecnológico, a globalização e a invenção da “internet” mudaram completamente o mundo. Atualmente, é possível receber informações de todo o tipo na palma da mão. Exames médicos, consultas online e tratamentos a distância são alguns dos exemplos que essa inovação trouxe na área médica. Apesar da facilidade que a “internet” trás, existe o outro lado da moeda, as informações de fácil acesso e a dúvida quanto à sua confiabilidade trazem a doença da era digital, chamada de cibercondria. A cibercondria é uma doença psicológica na qual quem a possui acredita que tem todas as doenças sobre as quais leu na internet.
Hoje, é costume da maior parte da população mundial buscar informações sobre algo na “internet”, esse fácil acesso à informação faz com que muitas pessoas prefiram buscar seu diagnostico no ciberespaço a ir ao hospital obter laudos médicos de profissionais da área de saúde. Isso pode transformar uma simples dor de cabeça num tumor grave, podendo levar uma pessoa a se automedicar com risco de desenvolver efeitos colaterais perigosos sem realmente ter determinada doença. De acordo com o conselho federal de farmácia, 79% dos brasileiros se automedicam, indicando um dado extremamente preocupante.
Outro causador da cibercondria é o alto número de informações não confiáveis na “internet”. Como disse o filósofo Thomas Hobbes “o homem é o lobo do homem” atualmente qualquer pessoa possui uma grande facilidade em fazer postagens de assuntos diversos na “web” e muitas pessoas não têm conhecimento para diferenciar qual informação é verdadeira de qual não é. Saber buscar informações de endereços eletrônicos confiáveis é extremamente necessário para não absorver informações falsas.
Dessa forma, observa-se que a cibercondria é uma doença extremamente perigosa e que causa uma preocupação desnecessária. A fim de conscientizar a população de que o diagnostico deve ser feito por um profissional médico, o ministério da saúde deve promover propagandas nas mídias sociais sobre os perigos de acreditar em todas as informações da “World Wide Web” especialmente as relacionadas à saúde. Além disso, para que haja menos casos de pessoas acreditando que possuem doenças falsas, a Corporação da Internet de Nomes e Números Designados (ICANN) deve criar ferramentas que filtrem informações verdadeiras e confiáveis na internet.