Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 11/08/2020

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, ocorreu o surgimento da tecnologia, que trouxe melhores formas de comunicação na sociedade. Porém, tais recursos tecnológicos podem gerar uma patologia: A Cibercondria, que tem relação com a Hipocondria. Ambas convém em analisar compulsivamente sobre sua doença através da internet e os sintomas de diferentes afecções que acreditam estar sofrendo, assim, fazendo a troca de um diagnóstico médico por um texto lido na internet.

Em primeiro plano, há indícios de que na atualidade muitas pessoas são influenciadas pelo o que leem em sites e na tentativa de se informar mais, se deparam com centenas de explicações, desenvolvendo ainda mais problemas, como a ansiedade. O acesso às informações disponibilizadas, sem uma orientação profissional, faz com que a pessoa tire conclusões precipitadas, isso causa pânico no indivíduo, e este passa a se automedicar com a finalidade de “se curar”, o que caracteriza a “Cibercondria”.

Além disso, podemos citar como fator a Cibercondria a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde, que fazem com que as pessoas acabem optando pela busca da sua doença na internet e praticando a automedicação, como mostra o Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 70% dos brasileiros realizam a automedicação diariamente, desse modo, torna-se visível a importâncias de consultas médicas de acesso universal, como o Sistema Único de Saúde (SUS).

Diante dessa problemática, constata-se que a Organização Mundial da Saúde (OMS), deveria desenvolver uma plataforma para que os médicos consigam atender uma maior demanda de pacientes via online, facilitando o acesso de todos a saúde de forma segura. E também cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde investir na formação de profissionais na área da saúde, gerando-se assim mais vagas e atendimento para com aqueles que se vem sem opção ao buscar ajuda em um hospital e acabam buscando opções online. Ademais, as mídias podem investir em comerciais e programas em que demonstre-se as consequências da Cibercondria em conjunto com a automedicação. Com o objetivo de oferecer um serviço igualitário e democrático a sociedade. Afinal, como afirma o 1° Artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”