Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 10/08/2020
Atualmente, o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade, o que resulta na necessidade constante de informações sobre supostos problemas. Porém, certas informações são consumidas inadequadamente, especialmente quando o assunto é saúde. A partir da hipocondria, que é a preocupação constante sobre o próprio estado de saúde, surge a “cibercondria”, que é a troca da consulta a um profissional de saúde pelas inúmeras informações encontradas na internet. A internet é uma importante ferramenta para a sociedade, pois é quem facilita e melhora a comunicação entre pessoas de curta e longa distância; Mas usuários que usam a ferramenta de maneira incorreta acabam frustrando a si mesmos. Um indivíduo utiliza uma ferramenta de pesquisa e digita um certo sintoma que apresenta. Em um caso onde é apenas uma simples infecção intestinal, são apresentadas várias informações que relacionam tal sintoma a várias enfermidades, como um tumor no intestino, por exemplo. Por esse motivo, é necessário que sites da internet juntamente com fontes confiáveis da área da saúde através de propagandas concientizem a população de que autodiagnósticos nem sempre são as maneiras corretas se para identificar um possível problema de saúde, mas sim a consulta a especialistas médicos, para dessa forma minimizar o número de pessoas que se frustram por causa da internet. Um fator que não contribui para a minimização do número de pessoas que são vítimas da “cibercondria” é a venda ilegal de medicamentos “milagrosos” pela internet; ou seja, indivíduos que sofrem com essa doença tendem a comprar remédios como antidepressivos sem receita médica. Por isso, é de suma importância o apoio do Governo enfatizando a lei que rege a proibição da compra ilegal de remédios sem prescrição médica e que promova consultas virtuais gratuitas com profissionais da área pública de saúde.