Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 10/08/2020

Primeiramente, é ingênuo acreditar que o Governo é isento de culpa no que se refere a práticas de risco sobre a cibercondria. Por esse ângulo, à medida que trabalha insuficientemente em políticas que facilitem o acesso da população à saúde pública e a médicos especialistas, por sua vez, o Estado, de modo irresponsável, torna-se parte do problema.Com a dificuldade em realizar consultas no precário Sistema Único de Saúde, parcela dos usuários do serviço recorre à web para sanar dúvidas em fontes questionáveis e, ao realizar um diagnóstico amador, coloca sua saúde em risco.

Dessa forma, a internet amplia o já perigoso conceito de ‘‘automedicação’’ para algo tão nocivo quanto: a possibilidade de qualquer sujeito exercer o papel de um especialista da saúde. Prova disso é,que segundo a UOL 37% dos brasileiros que utilizam a rede podem ter pesquisado sintomas e, como resultado, ter chegado a doenças que já suspeitavam ter adquirido no momento.

Com a revolução tecnológica, se tornou muito fácil o acesso a todos os tipos de informações. O excesso de informação acaba prejudicando a saúde, de modo que as pessoas estão se automedicando e se autodiagnosticando através de uma simples pesquisa pela internet.É preciso ressaltar que a cibercondria é um tema que vem sendo bastante debatido no Brasil atualmente.

É importante considerar também que as informações médicas, prescrevidas pelo google, são equivocadas, onde uma simples dor no estômago vira um câncer. Isso acontece devido a mau uso de informações, onde ir ao médico pode ser substituído por uma busca na internet. Fica evidente, portanto, que o Ministério da Saúde deve elaborar sites desenvolvidos por médicos, que contenham informações sobre saúde e tratamento de doenças .