Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 24/08/2020
A partir de acontecimentos passados, como a Segunda Revolução Industrial, ou mesmo a perpetuação da globalização com a chegada do ano 2000, a internet se tornou a principal fonte de informação e pesquisa. A utilização dessa ferramenta passou a ser benéfica em alguns casos, porém, malefícios também começaram a surgir. Nesse contexto, criou-se o termo cibercondria, o qual seria uma mistura de cibernético, com a doença hipocondria. Com isto, essa recente doença vem se tornando cada vez mais preocupante, à medida que o números de pessoas à apresentarem torna-se cada vez mais significante. Por isso, é necessário compreender quais os reais perigos do Dr. Google, e também as consequências da automedicação. Em primeira perspectiva, o físico alemão Albert Einstein disse ainda em vida o quão espantosamente óbvio era a tecnologia excedendo a humanidade. Neste mesmo sentido, é importante ressaltar que com a facilitação ao uso da internet, algumas pessoas se baseiam na informação lá contida para tornar alguma decisão. É o caso dos cibercondríacos, que quando sentem algum incomodo no corpo não procuram profissionais da área para definir precisamente um diagnóstico. Assim, ao absorverem informações disponíveis na rede que podem ou não ser verídicas, estas pessoas passam a ficar maníacas, fazendo com que o cérebro comece a enviar sinapses para o corpo de que algo está errado, mesmo sem estar. Em consequência, inicia-se uma outra problemática: a automedicação. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em média 77% dos brasileiros ja se auto medicaram. Esse ato, repercute não apenas na saúde do cidadão, que passa a ficar debilitada em virtude do consumo de medicamentos sem acompanhamento médico, como também da utilização de remédios para casos que poderiam ser solucionados com uma boa alimentação. Isso, termina por ocasionar reações causadas pelo medicamento, o que inicia um novo ciclo da cibercondria, dando a entender a presença de doenças que não existem, podendo em casos mais extremos ocasionar a morte. Colocando em vista os fatos supracitados, é indubitável a busca por soluções. Para isso, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Conselho Federal de Farmácia, deveria tornar a bula de qualquer medicamento uma leitura obrigatória por parte dos consumidores, antes de efetuarem a compra. Isso, pode ser feito por meio de treinamento por parte dos farmacêuticos. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, conhecida como Anvisa, poderia por meio da mídia alertar em propagandas os perigos da automedicação que ocorre baseada em informações da internet, assim como, colocar avisos de atenção em sites que possam disseminar doenças sérias não compatíveis com os sintomas. Assim, casos de cibercondria após alguns anos, poderão diminuir.