Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 11/08/2020

Escritor norte-americano “Nichollas Carr”, em uma de suas obras “Geração Superficial”, afirma que a internet, embora tenha universalizado as informações, tem provocado impactos negativos em seus usuários notadamente na capacidade de reflexão sobre seus atos. É nesse contexto, faz-se necessário combater o auto consulta de doenças com base em informações cibernéticas, cujos principais obstáculos são o deficitário acesso ao sistema de saúde pública e a correria da vida moderna.

Nesse contexto, é importante destacar que, dificuldade ao acesso ao sistema de saúde pública, favorece a automedicação. Além disso, outros fatores contribuem para o aumento da automedicação, a exemplo da baixa qualidade de vida da maioria da população. A agitação da vida urbana favorece o aumento de cardiopatias e problemas respiratórios.

No entanto, as pessoas tem a liberdade de buscarem informações sobre sintomas e doenças na Internet é comum e, muitas vezes, serve a propósitos úteis. O problema se cria quando o objetivo é um procedimento diagnóstico, pois o usuário pode interpretar de maneira distorcida a sua leitura, supervalorizando sintomas que não são indicativos de condições médicas.

Portanto, cabe a ressalva da necessidade de o Estado intervir para amenizar tal quadro. Logo é fundamental investir recursos financeiros no sistema de saúde pública, pelo governo federal, a fim de facilitar o acesso a esse sistema. Além de intensificar a fiscalização em pontos de distribuição de medicamentos e drogarias, afim de criar um acesso mais seguro aos fármacos. Somente mediante a adoção de tais medidas será possível combater a ‘‘cibercondria’’.