Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 11/08/2020
A luta contra a cibercondria
Hoje em dia, devido à evolução dos meios de comunicação, o acesso à informação se tornou facílimo, com apenas uma simples busca, é possível obter os mais diversos tipos de conhecimento. Desse modo, aqueles que creem que estão doentes recorrem aos mecanismos de pesquisa com o objetivo de descobrir se possuem alguma enfermidade. Tal ato gera a cibercondria, a hipocondria causada por informações obtidas pela internet.
O autodiagnóstico é perigoso por alguns motivos. Um deles é que ele pode induzir a pessoa a acreditar que possui ou não uma doença grave, o que pode pode gerar dois cenários diferentes: o primeiro, em que o indivíduo acha que não possui nenhum problema de saúde e por isso não se trata ou consulta médico, ou o segundo, em que o sujeito acredita que está enfermo e tenta se tratar sozinho (utilizando tratamentos alternativos, automedicação e entre outras coisas), o que pode prejudicar sua saúde.
Além disso, o ato de se autodiagnosticar pode gerar pode gerar uma ansiedade desnecessária, aqueles que creem que sofrem de alguma doença terminal ficam com medo de algo que muitas vezes não é verdade. Tal situação é muito comum, principalmente porque, segundo o levantamento do ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), 40,9% dos brasileiros se autodiagnosticam pela internet.
Para a resolução do problema da cibercondria, é necessário que as pessoas deixem de confiar cegamente no que encontram pela internet, procurem fontes confiáveis e nunca deixem de consultar um médico. Não só isso, mas também é necessário que o governo promova leis para dificultar o acesso à medicamento sem prescrição médica, a fim de evitar a automedicação.