Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 11/08/2020
A “doença da nova geração”
A cibercondria afeta aquelas pessoas que de forma compulsiva consultam através da internet os sintomas de diferentes afecções e patologias que acreditam estar sofrendo e, ao se deixarem influenciar pelo que leem, têm certeza de ter alguma dessas doenças. Segundo uma pesquisa feita pelo ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. A cibercondria pode piorar as condições de saúde de muitos e gerar, de quebra, outros tipos de problemas.
Como as pessoas ansiosas já apresentam uma maior dificuldade para lidar com temas que ainda lhes são incertos, a pesquisa na internet visa a apaziguar sua ansiedade pessoal, pois sem estas informações, dificilmente essas pessoas conseguiriam “se desligar”. Ocorre que, na tentativa de se informar mais sobre sua doença, se deparam com algumas centenas (ou milhares) de explicações, desenvolvendo ainda mais ansiedade e criando, desta forma, uma verdadeira bola de neve.
Um simples analgésico, quando tomado em excesso e sem orientação médica ou farmacêutica, pode causar desde reações alérgicas até sérios problemas para o sistema digestivo, isso quando não ajuda a mascarar problemas mais graves, impedindo seu diagnóstico. O problema é tão grave que o Ministério da Saúde, apenas nos últimos cinco anos, registrou mais de 60 mil internações por automedicação.
O melhor jeito de acabar com a doença é por meio da concientização da população desde as escolas e por meio da internet e TV, outra forma de concientizar é uma parceria entre governo, hospitais e ONG para informar as pessoas e dar auxilio para aquelas que sofrem com a doença e penalizar o compartilhamento de fake news.