Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 11/08/2020

Indubitavelmente, a Internet revolucionou os modelos de comunicação, permitindo também que novas formas de entretenimento fossem desenvolvidas, assim como o acesso às informações dos mais variados conteúdos. A World Wide Web remodelou também os antigos padrões de relacionamentos, seja por meio das redes sociais, dos fóruns ou dos programas de interação em tempo real, disseminados também nos celulares. Não apenas essas modificações foram provocadas pelo avanço da cibercultura como também o acesso à saúde foi reformulado para novos padrões. Atualmente, é possível, por exemplo, verificar resultados de exames de sangue no endereço eletrônico do laboratório ou acessar sites sobre saúde mental e de planos de saúde sem sair de casa. Apesar dos diversos benefícios da Internet para a saúde humana, outra manifestação psicopatológica (vinculada ao campo eletrônico) vem sendo discutida, além da dependência de jogos eletrônicos, Internet, cibersexo e celular: a cibercondria. O nome é um neologismo dos termos ciber e hipocondria. Apesar de parecer ofensivo, pesquisadores revelam que a intenção é que a etimologia da cibercondria não seja compreendida como sendo pejorativa.

A cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria, diz pesquisa A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. É o que revela pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro deste ano, em 129 municípios das cinco regiões do país. Para o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein, o fácil acesso é uma das razões para o uso indiscriminado de remédios no Brasil.