Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 12/08/2020

É de se verificar que cibercondria é a busca excessiva por esclarecimento acerca de uma patologia ou uma possível patologia feita na internet, fazendo com que os indivíduos acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos quando se sentem mal no chamado “Doutor Google”. Na série americana “Grey’s anatomy”, retrata diversas situações ocorrentes em um hospital, em um dos episódios mostra a situação de uma paciente que afirma estar com todas as doenças do mundo. Doenças essas encontradas e agravadas pela internet, que não somente na ficção mas também na realidade, essa situação vivenciada pelo personagem pode trazer consequências que por preocupação pode acarretar um aumento no stress, dores de cabeça e musculares ou até mesmo ansiedade.

Não se pode olvidar, a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde, além também da ineficiência do SUS (Sistema Único de Saúde) que por esses motivos acarretam nos hospitais a superlotação, a falta de leitos, aparelhos quebrados, laboratórios interditados e a falta de médicos nos pronto-socorro e nos postos de saúde. Com isso a cibercondria apresenta-se crescente, pois para um paciente a ansiedade sobre a saúde pode tornar-se um processo cíclico, que por preocupação sobre os sintomas acaba sendo negligente e procurando seus sintomas na internet por ser mais veloz e um meio mais fácil acabam por não procurarem um médico, principalmente pelos problemas advindos do sistema de saúde.

Vale ratificar, que a tecnologia ocasionou diversas mudanças trazendo assim desenvolvimento para o mundo, fato esse mencionado em uma frase de Steve Jobs que diz que “a tecnologia move o mundo”. A cibercondria traz consigo diversas causas como a ansiedade pessoal, aliado ao comodismo e tem como consequências efeitos colaterais da automedicação e desconfiança nos profissionais de saúde, além também de problemas mentais e físicos para os cidadãos.

Por fim, é notório que o sistema de saúde seja mais eficaz, desse modo o Ministério da Saúde deve melhorar o quadro de profissionais desqualificados, falta de leitos e problemas no atendimento emergencial, por meios de capacitação do profissionais e a padronização nos processos de atendimento, além da disponibilização de mais leitos. O Ministério da saúde, em união com o Ministério da Educação, desenvolvam projetos e campanhas acerca dos riscos do diagnóstico online e da automedicação, por meio de alertas nas redes sociais devem criar propagandas alertando sobre esse problema e seus riscos para os cidadãos, ademais, o MEC (Ministério Da Educação) deve instituir palestras nas escolas para que, dessa forma, a saúde dos indivíduos seja preservada e protegida.