Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 18/08/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a cibercondria afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela morosidade do sistema público de saúde, seja pela facilidade na aquisição de medicamentos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é a vagarosidade do sistema público de saúde, juntamente com outros fatores. Isso ocorre, pois a precaridade das unidades medicas e a carência de profissionais para orientar os cidadãos ainda são características recorrentes na sociedade. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Em segundo lugar, destaca-se que hoje ainda é muito comum que pessoas sem nenhuma formação ou qualificação específica consiga adquirir medicamentos sem nenhuma orientação. Embora muitos tenham convicção de se automedicarem devido a uma simples pesquisa na internet, tal ato pode trazer graves consequências.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do ministério da saúde promover campanhas de conscientização acerca da cibercondria, por meio de propaganda e informes publicitários, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do assunto com o intuito de esclarecer e orientar a população sobre essa doença. Só assim, o problema da hipocondria digital será amenizado.