Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 14/08/2020
Seja qual for a pergunta, sempre é encontrado uma resposta imediata na internet. Na era digital, as informações são geradas a todo momento. Se uma pessoa acha que está ficando doente, logo pesquisa o que está sentido. Através desse hábito surgiu um novo termo relacionado a hipocondria da era moderna: a cibercondria. O perigo da cibercondria é que algumas doenças às vezes compartilham os mesmos sintomas, sendo assim, é preciso de exames para um diagnóstico preciso.
Em primeira análise, é claro que a internet deixou de ser um recurso meramente de entretenimento e tornou-se, também, um meio de consultas médicas irregulares. Em outras palavras, basta apenas “ir no google” e o “diagnóstico” surgirá, simples assim. Entretanto, essa prática coloca em risco a saúde da população, pois o laudo virtual está sujeito a erros que podem ser fatais para o paciente. Portanto, essas irresponsabilidades devem ser combatidas a todo custo, tanto pela própria sociedade quanto pelo governo.
Em segunda análise, fica evidente que a taxa de 79% da população que pratica a automedicação (pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade- ICTQ) só tende a crescer nos próximos anos devido ao maior acesso à rede mundial de computadores. Nesse sentido, deve ocorrer um maior controle sobre o acesso às pesquisas na internet, de acordo com os sintomas e um esclarecimento das autoridades sobre a forma de diagnosticar dos médicos, que leva em conta muitos fatores.
É evidente que medidas devem ser tomadas para finalizar essa problemática. Logo, cabe ao Poder Legislativo, criar e sancionar leis, a fim de simplificar a intensificação e a fiscalização nas indústrias farmacêuticas, mediadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Sendo assim, a sociedade, deverá mobilizar-se para promover palestras comunitárias juntamente com especialistas da saúde como enfermeiros e médicos, com o objetivo de conscientizar as pessoas dos riscos sobre a automedicação. Assim, medidas como essas, certamente, são irrefutáveis para a redução dessa perturbação que assola a sociedade.