Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 12/08/2020
Derivada da manifestação da Hipocondria nos meios digitais, a Cibercondria é um problema muito preocupante mas não muito conhecido. Esse problema trata de pessoas que sentem a necessidade de usar o google por exemplo, como uma ferramenta de diagnosticar doenças e, através dessas pesquisas acabam se desesperando muitas vezes por algo que não é seu verdadeiro problema. Com isso, elas se automedicam ou se vão ao médico e descobrem que seu problema não é nada sério, duvidam do diagnóstico e ignoram o tratamento solicitado.
Isso acontece grande parte das vezes por conta da falta de acesso a saúde em relação a essas pessoas que, por saberem que não conseguiriam um atendimento médico acabam se direcionando para essa ferramenta onde existem sites não confiáveis, ocasionando outro problema muito sério que é a automedicação. Pesquisas realizadas pelo ICTQ (Instituto de Pós-graduação para Profissionais no Mercado Farmacêutico), mostram que cerca de 79% da população brasileira maior de 16 anos praticam a automedicação, e no documentário americano da plataforma Netflix chamado Take Your Pills de 2018, fala sobre as consequências que isso poder trazer para a saúde.
Então, para acabar com a Cibercondria, o Ministério da Saúde deve disponibilizar para a população melhor qualidade no acesso a saúde onde pode-se ter a certeza da ida ao médico sem preocupações, além de tratamentos psicológicos para as pessoas que sofrem desse surto, onde elas pode ser alertadas e lembrandas de que muitos sintomas estão ligados a várias doenças e o problema delas não é necessariamente o mais perigoso e assustador. Também deve ser disponibilizadas pelo governo campanhas, propagandas e palestras sobre o assunto, na intenção de alertar as pessoas sobre o problema que é a Cibercondria. Por fim, deve também existir leis criadas pelos Deputados onde é proibida a venda de medicamentos caseiros ou sem receitas médicas evitando assim que as pessoas se automedique.