Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 12/08/2020
Cibercondria, a doença da era digital. Apesar da tecnologia ajudar muito no nosso dia a dia, também há diversos problemas ocasionados por essa inovação. Quem nunca entrou no google para saber a respeito de seu problema de saúde? É quase impossível achar alguém que nunca tenha feito isso, é muito importante filtrar o que pesquisa e saber que nem tudo que se encontra é realmente verdade. O termo uni a modernidade com a hipocondria, sendo isso, o medo que as pessoas manifestam de ter condições de saúde que podem trazer sérios riscos, mas que ainda não foram medicadas por um profissional.
Para certo grupo de pessoas essas pesquisas podem se tornar um verdadeiro pesadelo. A cibercondria pode piorar suas condições, e ainda gerar outros tipos de problema, como por exemplo a ansiedade. Na maioria das vezes as pessoas encontram doenças que se encaixam com seus sintomas, porém é muito mais grave, o que gera medo, apreensão e desenvolvem a ansiedade desnecessária. Com tanta informação disponível, muitas pessoas insistem em acreditar no que se lê na internet, e as vezes duvidam dos médicos se seus resultados forem diferentes dos pesquisados na internet, quando esses casos se agravam e necessário até procurar um psicólogo.
A comodidade de encontrar diagnósticos, ao invés de ir até uma consulta médica que demora bem mais, faz com que as pessoas se automediquem e comecem tratamentos de uma doença que na maioria das vezes elas nem possuem, ou até mesmo mudam seus tratamentos, o que pode comprometer o tratamento ou até piorar a situação. Dados mostram que a automedicação é feita por 79% de brasileiros.
É importante que o ministério da saúde, ofereça melhores condições em hospitais públicos, agilize atendimentos e consultas que precisam ser marcadas, além de promover debates e palestras em locais abertos para todos, informando o perigo dessa doença da era digital, assim construindo uma sociedade que busca atendimento médico para seu bem-estar.