Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 12/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela morosidade do sistema público de saúde, seja pelo acesso livre às informações, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a demora no atendimento do SUS prejudica a qualidade de vida dos indivíduos. Devido a carência de profissionais da saúde, as pessoas ficam ansiosas e acabam recorrendo à informações presentes na internet para solução de doenças, o que pode gerar um agravamento delas. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Além disso, deve-se pontuar que a população acessa a todo tipo de informação (tanto verdadeiras como falsas) com muita facilidade. Isso ocorre, pois a internet proporciona a disseminação de informações de forma muito simples, rápida e comoda, muita das vezes as pessoas utilizam o “Google” para pesquisar sobre doenças e acabam encontrando resultados que não são comprovados.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, do ministério da saúde - órgão responsável pelas políticas públicas voltadas para a promoção, a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros - promover campanhas de conscientização acerca da cibercondria, por meio de propaganda e informes publicitários, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do assunto com o intuito de esclarecer e orientar a população sobre essa doença. Só assim, o problema da hipocondria digital será amenizado.