Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 18/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a Cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela morosidade do sistema público de saúde , seja pela facilidade de aquisição  de medicamentos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.​

Em primeiro plano é válido ressaltar que o mundo online possibilitou a formação de um mundo globalizado e conectado, em que saber sobre qualquer assunto é possível com apenas alguns cliques. Contudo, tal alternativa de pesquisa se tornou tão prática quanto maléfica, caso usada de forma inadequada. Exemplo disso é a questão da cibercondria,na qual muitos indivíduos descartam a orientação médica quando apresentam problemas de saúde e recorrem à internet para solucionar todas as suas dúvidas. Desse modo,os cidadãos digitam alguns dos seus sintomas em sites de buscas e adquirem várias abordagens de tratamentos e remédios.

Seguidamente, é importante mencionar que os problemas de automedicar-se são severos e preocupantes. De acordo com pesquisas feitas pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade(ITQ) a automedicação com ajuda da internet é praticada por 76,4% dos brasileiros, dados muito preocupantes, sobretudo, porque a seleção de antígenos mais resistentes podem provocar melhora falsa nos sintomas e alívios temporários apenas para mascarar a doença e deixar o paciente com a falsa sensação de cura, contribuindo para o superlotamento do sistema público de saúde.

Em suma, é notória a importância de tratar sobre a automedicação. É importante a criação de uma lei que vise proteger os usuários, proibindo a circulação de instruções para a medicação, sem receitas médicas, e informações equivocadas, com o proposito de diminuir a medicação de maneira errada.