Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 13/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso dos cidadãos com a própia saúde torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo fato de que muitos não procuram ajuda de profissionais da saúde quando se sentem mal, seja por escolherem pesquisar na internet e decidirem se auto medicarem sem receita médica, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males do consumo de medicamentos sem prescrição médica são os efeitos colaterais causados pelos medicamentos não prescritos. Isso ocorre, pois a maioria da população prefere fazer pesquisas online com os sintomas que sentem e se tratar sozinho. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Além disso, deve-se pontuar que segundo a pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), cerca 79% brasileiros acima de 16 anos se automedicam e compram medicamentos com muita facilidade. Visto que grande parte dos medicamentos no Brasil não é necessária a prescrição médica. O fato que no Brasil há uma maior flexíbilidade ao acesso a essas medicações facilita a hipocondria, pois muitas vezes conseguir os medicamentos dessa forma é mais mais acessível que ir a um profissíonal da saúde.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do ministério da saúde, por meio de de projetos institucionais criar um maior número de postos de saúde, com o intuito de facilitar o acesso a saúde e encorajar os cidadãos a procurarem ajuda profissional, só assim, o país tornara-se-á mais plural e justo.