Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 18/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a forma correta de tomar medicações e a ascendência da cibercondria e automedicação torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo acesso livre às informações, seja pela facilidade na aquisição de medicamentos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.​

Em primeira análise, é evidente que o acesso às informações sobre medicamentos e sua forma de uso que são compartilhadas na internet contribuem para a hipocondria em todo o mundo. Isso ocorre, pois ao se depararem com um problema de saúde, as pessoas recorrem primeiro à internet ao invés de médicos especializados. O Google em sua pesquisa, apontou que 26% dos brasileiros recorrem à sua plataforma nessas situações. Esse é um male que afeta não só o Brasil, mas também todo o Mundo, precisando urgentemente de uma solução que chegue ao seu fim.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que alguns medicamentos, isentos de prescrição ou não, podem ser facilmente adquiridos. Segundo o ICTQ, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar remédios sem prescrições médicas ou farmacêuticas no Brasil. Assim, os caminhos para automedicação e abuso de remédios ficam abertos, colaborando cada vez mais para a hipocondria no país. Através dessa problemática é tomado o ruma das pesquisas sobre problemas de saúde no Brasil, ficando cada vez mais distante de uma solução para esse problema que necessita de um fim.