Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 14/08/2020

Cibercondria é a busca excessiva por esclarecimento acerca de uma breve patologia feita na internet. A partir disso, sendo a internet um local onde qualquer dado ou informação pode ser inserido, faz com que os indivíduos acabem encontrando seus sintomas e possíveis medicamentos. Nesse sentido, a falta de hospitais e de profissionais nos postos de saúde, atrelado a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação que vão desde dependência até diversas psicopatologias, agem como impulsionadores desta problemática.

A priori, a falta de hospitais e de profissionais especializados nos postos de saúde faz com que as pessoas acabem optando por um diagnóstico na internet e, se automedicando. Nesse segmento, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de forma que o equilíbrio seja obtido em sociedade. No entanto, dados do G1 em 2018 mostram, que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e faltam médicos. Demonstra-se assim, que esse ideal aristotélico não é visto na prática e a problemática persiste ligada a realidade do país.

A posteriori, a ausência de palestras que visem explicar as consequências da automedicação influenciam na ocorrência da cibercondria. Haja vista que, segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Nesse sentido, dados do Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade a automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros. E, realizam essa prática por influência da internet e dos familiares.

Portanto, para se atenuar essa problemática é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da saúde invista na construção e formação de profissionais da área da saúde, o que irá promover o surgimento de vagas de trabalho e atendimento nesta área para com aqueles que se vem sem opção ao adentrar em um hospital e acabam por escolhera internet. Ademais, as mídias podem investir em comerciais e programas em que demonstre-se as consequências da cibercondria em conjunto com a automedicação.