Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 14/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela carência de profissionais para orientar esse público, seja pela propaganda da indústria farmacêutica o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que a falta de profissionais capazes de orientar esse público pode acarretar para o crescimento da cibercondria. Esse fator decorre devido ao fato de alguns farmacêuticos não compreenderem a funcionalidade de determinados medicamentos. Com isso, é notório que, ao não saberem o uso prático dos remédios, podem acabar fazendo a medicação errada, prejudicando assim, a saúde do indivíduo.

Além disso, destaca-se que esse problema também ocorre devido à propaganda da indústria farmacêutica. Esse fator decorre pelo fato das farmácias, ao indicarem a medicação, induzirem ao cliente um tratamento mais caro para o próprio benefício. Esse processo pode estimular ao indivíduo, no decorrer do tempo, sintomas que podem se agravar e até se tornar cibercondria.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. dessa maneira, é dever do ministério da saúde- órgão responsável pelas políticas públicas voltadas para a promoção, a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros – promover campanhas de conscientização acerca da cibercondria, por meio de propaganda e informes publicitários, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do assunto com o intuito de esclarecer e orientar a população sobre essa doença. só assim, o problema da hipocondria digital será amenizado.