Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 13/08/2020

Cibercondria

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a Cibercondria torna o país ainda mais distante do objetivo imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela automedicação provocada pela ansiedade, seja pela facilidade na aquisição de medicamentos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a busca de uma automedicação é comum em pessoas que tem ansiedade, pois elas têm dificuldades em lidar com a espera e buscam meios como a internet, livros, ou até mesmo outras pessoas, que não possuem especialidade, para especular qual doença ela possa estar, assim ela se automedica sem antes passar por um especialista da área, podendo agravar determinados sintomas.

Em segunda análise, destaca-se consultas virtuais como impulsionador do atendimento médico virtual.Já que as pessoas buscam informações fáceis pela internet e optam por um diagnóstico em sites e redes sociais,  isso foi comprovado segundo o Site G1, que argumenta sobre o fato dos “Cibercondriacos” terem a compulsão em pesquisar medicamentos para eles. Logo, não é viável que esse problema persista, uma vez que essa questão possa interfere no desenvolvimento socioeconômico.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. dessa maneira, é dever do Ministério da Saúde promover em locais públicos como praças, auditórios e ambientes escolares, debates sobre os perigos da cibercondria com a ajuda de especialistas, principalmente de psicólogos e agentes de saúde que auxiliam na mudança comportamental do indivíduo. Com intuito de atenuar questões como a consulta virtual e, assim, construir uma sociedade que busca o atendimento médico em prol do se bem-estar.