Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 14/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a cibercondria torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de qualidade das informações que estão na internet, seja pela automedicação de alguns indivíduos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

É relevante abordar, primeiramente, que as informações presentes na internet não são totalmente confiáveis. Isso ocorre, pois existem pessoas que publicam conteúdo falso e não possuem conhecimento adequado sobre determinado assunto. Normalmente, as informações não são escritas necessariamente por algum profissional, e dependendo da matéria publicada, pode ocasionar no aumento da gravidade da doença, deixando a pessoa mais vulnerável por achar que está com um problema mais grave. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para que o problema não se agrave.

Ressalta-se, ademais, que o consumo de medicamentos sem um acompanhante profissional gera vários problemas a saúde de um indivíduo. Isso ocorre, pois existem pessoas que abrem mão da consulta médica para uma pesquisa virtual, pensando que as referências relacionadas ao problema são de qualidade, sendo 79% da população brasileira praticando o consumo próprio de medicamentos inadequados ou que não fazem parte da prescrição médica, ocasionando em vários fatores, principalmente no aumento grave da doença, além do indivíduo ir a óbito de forma mais acelerada. Sendo assim é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira é dever do Ministério da Saúde- órgão responsável pelas políticas públicas voltadas para a promoção, a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros- promover campanhas de conscientização acerca da cibercondria, por meio de propaganda e informes publicitários, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade do assunto com o intuito de esclarecer e orientar a população sobre essa doença. Só assim, o problema da hipocondria digital será amenizado.